Aventura

Gael e Kevin: O Tesouro da Pracinha

03 de fevereiro de 20269 min de leitura3 a 5 anos41 visualizações
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Gael e Kevin: O Tesouro da Pracinha

Era uma manhã bonita. O sol estava quentinho. O céu estava azul.

O Gael colocou o tênis. O Gael pegou a guia. O Gael chamou:

— Kevin! Vamos pra pracinha!

O cachorrinho Kevin veio correndo.

— Au au au!

O Gael sorriu.

— Eu também estou feliz, Kevin. Eu também!

O Gael e o Kevin foram andando. Passaram por uma rua. Passaram por uma árvore. Passaram por uma casinha.

Quando chegaram, o Gael viu a pracinha.

Tinha escorregador. Tinha balanço. Tinha gangorra. Tinha areia.

O Gael respirou fundo.

— Pracinha! Eu adoro a pracinha!

O Kevin cheirou tudo.

— Snif, snif! Au!

O Gael correu devagar até o escorregador.

— Kevin, vamos brincar? Vamos brincar!

O Gael subiu a escada. O Gael sentou. O Gael escorregou.

— Uhuu!

O Kevin correu do lado.

— Au au!

O Gael foi de novo. E de novo. E de novo.

Depois o Gael foi até o balanço.

— Olha, Kevin! Eu vou bem alto. Bem alto!

O Kevin ficou olhando, com a língua de fora.

— Au!

De repente, o Kevin parou. O Kevin cheirou o chão. O Kevin cutucou uma coisa perto de um banco.

— Au? Au au!

O Gael desceu do balanço.

— O que foi, Kevin? O que você achou?

O Gael se agachou. Era uma caixinha pequena. Era uma caixinha de madeira.

O Gael falou baixinho:

— Uma caixinha… na pracinha?

O Kevin abanou o rabo.

— Au au au!

O Gael abriu devagar. Dentro tinha um papel dobrado. Não tinha palavras. Só desenhos.

Tinha um desenho de um escorregador. Tinha um desenho de um banco. Tinha um desenho de uma árvore.

O Gael arregalou os olhos.

— Kevin… isso parece um mapa! Um mapa do tesouro!

O Kevin latiu alto.

— AU AU!

O Gael riu.

— Tá bom! Vamos juntos. Gael e Kevin juntos!

Ilustração da história Gael e Kevin: O Tesouro da Pracinha

O Gael colocou o mapa no bolso com cuidado.

— A gente tem que ser bem cuidadoso. Nada de correr com a caixinha, tá, Kevin?

O Kevin fez “au” bem baixinho, como se entendesse.

— Au…

O Gael olhou para o primeiro desenho.

— Primeiro: o escorregador!

O Gael e o Kevin foram até o escorregador.

O Gael olhou embaixo. O Gael olhou atrás. O Gael olhou do lado.

— Nada aqui…

O Kevin cheirou. Cheirou de novo. Cheirou mais um pouco.

— Snif, snif. Au?

O Gael olhou para o mapa de novo.

— Depois: o banco!

O Gael e o Kevin foram até o banco.

O Gael passou a mão devagar embaixo do banco.

— Eca! Tem poeira.

O Kevin espirrou.

— Atchim! Au!

O Gael deu risada.

— Saúde, Kevin!

Mas não tinha tesouro.

O Gael coçou a cabeça.

— Hum… será que o tesouro está na árvore?

O Gael e o Kevin foram até a árvore grande da pracinha.

A árvore tinha sombra fresquinha. Tinha folhas dançando com o vento.

O Gael apontou.

— Olha, Kevin. O mapa tem uma seta pra raiz da árvore.

O Gael se ajoelhou perto da raiz. O Gael viu uma pedra solta.

— Kevin, ajuda o Gael. Ajuda o Gael!

O Kevin cavou um pouquinho com a patinha.

— Ploc, ploc. Au!

O Gael levantou a pedra com cuidado.

Debaixo tinha… uma bolsinha de tecido! Bem pequena.

O Gael ficou animado.

— Achamos! Achamos!

O Kevin pulou.

— Au au au!

O Gael abriu a bolsinha devagar.

Mas não tinha moeda. Não tinha chocolate. Não tinha brilho.

Tinha um ursinho. Um ursinho pequeno e marrom. Um ursinho com um olho um pouco torto.

O Gael apertou o ursinho.

— É fofo… mas… é de alguém.

O Kevin cheirou o ursinho e lambeu de leve.

— Au…

O Gael pensou. O Gael pensou mais um pouco.

— Kevin, a gente não pode ficar com isso. Se é de alguém, a gente devolve.

O Kevin abanou o rabo.

— Au!

O Gael olhou ao redor. Perto do balanço, uma criança bem pequena estava com o rostinho triste. Ela procurava no chão. Ela olhava para os lados.

O Gael foi chegando devagar. O Kevin foi junto.

O Gael falou com voz gentil:

— Oi. Você está procurando alguma coisa?

A criança fez que sim com a cabeça.

— Meu ursinho… o Tico. Eu perdi.

O Gael levantou o ursinho.

— É esse aqui? Eu e o Kevin achamos perto da árvore.

A criança abriu um sorriso enorme.

— É! É o Tico! É o meu Tico!

Ela pegou o ursinho e abraçou forte.

— Obrigado! Obrigado!

O Gael sorriu. O Gael sentiu o coração quentinho.

— De nada. O Kevin ajudou muito.

O Kevin latiu feliz.

— Au au!

A criança olhou para a caixinha.

— Foi eu que escondi. Eu fiz um mapa de desenho. Eu queria brincar de caça ao tesouro… mas eu fiquei com medo de perder o Tico de vez.

O Gael falou calmo:

— Você teve uma boa ideia. Mas a gente tem que esconder coisas com cuidado. E tem que avisar um adulto.

A criança concordou.

— Eu vou avisar a minha mãe.

O Gael falou:

— E você pode brincar com a gente. Gael e Kevin gostam de brincar na pracinha.

A criança sorriu de novo.

— Eu quero!

Então os três foram brincar.

O Gael empurrou o balanço bem devagar.

— Devagar… devagar… agora um pouquinho mais alto.

O Kevin ficou embaixo, olhando.

— Au!

Depois, o Gael teve uma ideia.

— Vamos fazer um tesouro novo. Um tesouro de verdade.

A criança perguntou:

— Como?

O Gael apontou para o chão.

— Olha quanta folha e papelzinho no chão. Se a gente juntar tudo e jogar no lixo, a pracinha fica bonita. Isso é um tesouro.

A criança arregalou os olhos.

— Tesouro é deixar limpo?

O Gael falou:

— Sim. Tesouro é cuidar. Tesouro é ajudar.

O Kevin latiu, como se concordasse.

— Au au!

Eles pegaram um saquinho. Foram juntando as folhas secas. Foram juntando os papéis.

O Gael repetia:

— Juntos. Juntos. Gael e Kevin juntos.

O Kevin não pegava papel com a boca. O Kevin só apontava com o focinho.

— Snif! Au!

Quando o saquinho ficou cheio, o Gael levou até a lixeira.

— Pronto! A pracinha está mais feliz.

A criança bateu palmas.

— A pracinha está feliz!

O Gael riu.

— E eu também estou feliz.

O Kevin abanou o rabo, abanou o rabo, abanou o rabo.

— Au!

Ilustração da história Gael e Kevin: O Tesouro da Pracinha

A mãe da criança chegou e perguntou:

— O que aconteceu aqui?

A criança explicou:

— O Gael e o Kevin acharam meu ursinho. E a gente limpou a pracinha.

A mãe sorriu.

— Que bonito. Parabéns, Gael. Parabéns, Kevin.

O Gael falou com jeitinho:

— Obrigado. A gente só fez o certo.

A mãe disse:

— Isso é ser um bom amigo.

O Gael olhou para o Kevin.

— Kevin é meu grande amigo.

O Kevin encostou no Gael.

— Au au.

O sol começou a baixar. A sombra ficou comprida.

O Gael pegou a guia.

— Kevin, está na hora de ir pra casa.

O Kevin fez uma carinha de “ah não”.

— Au…

O Gael fez carinho.

— Amanhã a gente volta. Amanhã a gente brinca de novo na pracinha.

O Kevin ficou animado.

— Au au!

O Gael deu tchau para a criança.

— Tchau! Até outro dia!

A criança respondeu:

— Tchau, Gael! Tchau, Kevin!

E o Gael foi embora com o Kevin.

No caminho, o Gael pensou no mapa. Pensou no ursinho. Pensou na limpeza.

O Gael falou baixinho:

— O melhor tesouro é ajudar. E o melhor tesouro é ter um amigo como você, Kevin.

O Kevin latiu suave.

— Au.

E assim, o Gael terminou o dia feliz. Bem feliz. Com o coração quentinho. E com vontade de brincar na pracinha de novo, de novo, de novo.

✨ Moral da História

O melhor tesouro é fazer o bem, ajudando os outros e cuidando do lugar onde a gente brinca.

Vamos Conversar?

Perguntas para conversar com a criança após a leitura:

  • 1O que o Gael e o Kevin encontraram na pracinha que parecia um mapa?
  • 2Como você acha que a criança se sentiu quando o Gael devolveu o ursinho?
  • 3Qual foi o “tesouro de verdade” que o Gael inventou no final da história?
  • 4O que você e o Gael poderiam fazer para cuidar da pracinha quando forem brincar?

O que achou desta história?

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