Luma, a Lamparina do Palácio, e a Noite dos Leões Quietinhos

Luma era uma lamparina pequena e dourada. Ela morava no palácio do rei Dario.
Luma gostava de fazer uma coisa bem simples: brilhar. Brilhar manso. Brilhar quentinho.
No palácio também morava Daniel. Daniel era um homem bom. Ele ajudava as pessoas. Ele falava a verdade. Ele trabalhava direitinho.
E Daniel tinha um costume. Um costume repetido. Um costume bonito.
Todo dia, Daniel parava um pouquinho. Todo dia, Daniel abria a janela. Todo dia, Daniel orava a Deus.
De manhã, Daniel orava. De tarde, Daniel orava. De noite, Daniel orava.
Luma via tudo lá do cantinho dela. E a luz de Luma parecia ficar ainda mais calma quando Daniel orava.
Um dia, alguns homens do palácio ficaram com inveja.
— Por que o rei gosta tanto de Daniel? — eles resmungaram.
Eles procuraram um jeito de fazer Daniel se dar mal. Eles procuraram, procuraram… e pensaram em uma coisa bem errada.
Eles foram até o rei Dario.
— Ó rei, faça uma lei! — disseram. — Por trinta dias, ninguém pode pedir nada a Deus. Só pode pedir ao senhor.
O rei Dario achou que era uma homenagem. Então ele assinou a lei.
Quando Daniel soube da lei, ele ficou sério. Mas não ficou malvado. Daniel não gritou. Daniel não empurrou ninguém.
Daniel fez o que sempre fazia.
Ele foi até a janela. Ele abriu a janela. E ele orou a Deus.
Luma iluminou a janela. Luma ficou ali, quietinha, olhando.

Os homens invejosos viram Daniel orando.
— Ahá! — disseram. — Ele desobedeceu!
Eles correram até o rei.
O rei Dario ficou triste. Muito triste.
— Daniel é meu amigo — ele falou baixinho. — Mas a lei… a lei precisa ser cumprida.
Então levaram Daniel para um lugar escuro e fundo: a cova dos leões.
Era uma cova grande. Cheirava a pedra. Fazia eco. E tinha pegadas enormes.
Para enxergar no caminho, um guarda pegou Luma.
— Venha, lamparina. Precisamos de luz — disse o guarda.
Luma tremeu um pouquinho. Mas ela brilhou. Ela brilhou para ajudar.
Na porta da cova, o rei Dario falou com voz apertada:
— Daniel, que o seu Deus, a quem você serve sempre, cuide de você.
A pedra foi colocada na entrada. Tudo ficou muito silencioso.
Lá dentro, Daniel respirou fundo.
E Daniel fez o que sempre fazia.
Daniel falou com Deus.
Não era uma fala difícil. Era uma fala simples. Era uma fala de coração.
A luz de Luma tremelicou. Ela queria iluminar Daniel, mesmo dentro da cova.
E então… passos. Passos pesados. Um, dois, três.
Os leões chegaram. Eram grandões. Tinham juba. Tinham olhos redondos.
Luma pensou: “Oh, meu Deus…”
Daniel ficou em pé, bem calmo.
E, naquele momento, Deus enviou um anjo.
O anjo apareceu como uma luz ainda mais forte do que Luma. Uma luz limpa. Uma luz de paz.
O anjo ficou entre Daniel e os leões.
E aconteceu uma coisa maravilhosa: os leões ficaram quietinhos.
Quietinhos. Bem quietinhos.
Como gatinhos grandes, eles deitaram. Um bocejou. Outro encostou a cabeça no chão.
Os leões não machucaram Daniel.
Daniel sentou. Luma iluminou. O anjo guardou. E Deus cuidou.

A noite passou.
Lá em cima, no palácio, o rei Dario nem conseguiu dormir. Ele andava pra lá e pra cá.
De manhã cedinho, o rei correu para a cova.
— Daniel! Daniel! — ele chamou alto. — Você está bem?
Luma, perto da entrada, brilhou mais forte.
De dentro, veio a resposta. Uma voz tranquila:
— Estou bem, ó rei! Meu Deus mandou o seu anjo e fechou a boca dos leões.
O rei ficou com os olhos cheios de água. Mas era água de alegria.
— Graças a Deus! — disse ele.
Abriram a cova. Tiraram Daniel com cuidado.
E sabe o que viram?
Daniel não tinha nenhum machucado. Nenhum. Nem um arranhão.
Luma ficou pertinho, brilhando como quem diz: “Eu vi. Eu vi. Deus cuidou.”
O rei Dario entendeu uma coisa importante. Deus é o Deus vivo. Deus ouve. Deus cuida.
Depois disso, o rei mandou que todos respeitassem o Deus de Daniel.
E aqueles homens invejosos aprenderam que inveja faz o coração ficar torto. Inveja não é coisa boa.
Daniel voltou para seu trabalho. Voltou para ajudar. Voltou para servir.
E Daniel continuou com o seu costume.
De manhã, Daniel orava. De tarde, Daniel orava. De noite, Daniel orava.
E Luma continuou brilhando, feliz.

E hoje, bem aqui, na sua casa, você também pode fazer um costume bonito.
Você pode falar com Deus com palavras simples.
Quando acordar: “Bom dia, Deus.” Quando estiver com medo: “Deus, fica comigo.” Quando fizer algo bom: “Obrigado, Deus.”
E se alguém pedir para você fazer algo errado, você pode lembrar de Daniel. Você pode dizer “não” com jeitinho. Você pode escolher o que é certo.
Porque Deus cuida. Deus cuida. Deus cuida.
✨ Moral da História
“Quando falamos com Deus e escolhemos fazer o que é certo, Deus cuida de nós.”
Vamos Conversar?
Perguntas para conversar com a criança após a leitura:
- 1Qual foi o costume bonito do Daniel que ele fez de manhã, de tarde e de noite?
- 2Como você acha que Luma se sentiu quando viu os leões grandões chegando?
- 3O que Deus mandou para cuidar de Daniel na cova dos leões?
- 4Quando você pode falar com Deus hoje: ao acordar, antes de dormir ou quando estiver com medo?
O que achou desta história?
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