Histórias Bíblicas

Luma, a Lamparina do Palácio, e a Noite dos Leões Quietinhos

02 de fevereiro de 20266 min de leitura3 a 5 anos23 visualizações
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Luma, a Lamparina do Palácio, e a Noite dos Leões Quietinhos

Luma era uma lamparina pequena e dourada. Ela morava no palácio do rei Dario.

Luma gostava de fazer uma coisa bem simples: brilhar. Brilhar manso. Brilhar quentinho.

No palácio também morava Daniel. Daniel era um homem bom. Ele ajudava as pessoas. Ele falava a verdade. Ele trabalhava direitinho.

E Daniel tinha um costume. Um costume repetido. Um costume bonito.

Todo dia, Daniel parava um pouquinho. Todo dia, Daniel abria a janela. Todo dia, Daniel orava a Deus.

De manhã, Daniel orava. De tarde, Daniel orava. De noite, Daniel orava.

Luma via tudo lá do cantinho dela. E a luz de Luma parecia ficar ainda mais calma quando Daniel orava.

Um dia, alguns homens do palácio ficaram com inveja.

— Por que o rei gosta tanto de Daniel? — eles resmungaram.

Eles procuraram um jeito de fazer Daniel se dar mal. Eles procuraram, procuraram… e pensaram em uma coisa bem errada.

Eles foram até o rei Dario.

— Ó rei, faça uma lei! — disseram. — Por trinta dias, ninguém pode pedir nada a Deus. Só pode pedir ao senhor.

O rei Dario achou que era uma homenagem. Então ele assinou a lei.

Quando Daniel soube da lei, ele ficou sério. Mas não ficou malvado. Daniel não gritou. Daniel não empurrou ninguém.

Daniel fez o que sempre fazia.

Ele foi até a janela. Ele abriu a janela. E ele orou a Deus.

Luma iluminou a janela. Luma ficou ali, quietinha, olhando.

Ilustração da história Luma, a Lamparina do Palácio, e a Noite dos Leões Quietinhos

Os homens invejosos viram Daniel orando.

— Ahá! — disseram. — Ele desobedeceu!

Eles correram até o rei.

O rei Dario ficou triste. Muito triste.

— Daniel é meu amigo — ele falou baixinho. — Mas a lei… a lei precisa ser cumprida.

Então levaram Daniel para um lugar escuro e fundo: a cova dos leões.

Era uma cova grande. Cheirava a pedra. Fazia eco. E tinha pegadas enormes.

Para enxergar no caminho, um guarda pegou Luma.

— Venha, lamparina. Precisamos de luz — disse o guarda.

Luma tremeu um pouquinho. Mas ela brilhou. Ela brilhou para ajudar.

Na porta da cova, o rei Dario falou com voz apertada:

— Daniel, que o seu Deus, a quem você serve sempre, cuide de você.

A pedra foi colocada na entrada. Tudo ficou muito silencioso.

Lá dentro, Daniel respirou fundo.

E Daniel fez o que sempre fazia.

Daniel falou com Deus.

Não era uma fala difícil. Era uma fala simples. Era uma fala de coração.

A luz de Luma tremelicou. Ela queria iluminar Daniel, mesmo dentro da cova.

E então… passos. Passos pesados. Um, dois, três.

Os leões chegaram. Eram grandões. Tinham juba. Tinham olhos redondos.

Luma pensou: “Oh, meu Deus…”

Daniel ficou em pé, bem calmo.

E, naquele momento, Deus enviou um anjo.

O anjo apareceu como uma luz ainda mais forte do que Luma. Uma luz limpa. Uma luz de paz.

O anjo ficou entre Daniel e os leões.

E aconteceu uma coisa maravilhosa: os leões ficaram quietinhos.

Quietinhos. Bem quietinhos.

Como gatinhos grandes, eles deitaram. Um bocejou. Outro encostou a cabeça no chão.

Os leões não machucaram Daniel.

Daniel sentou. Luma iluminou. O anjo guardou. E Deus cuidou.

Ilustração da história Luma, a Lamparina do Palácio, e a Noite dos Leões Quietinhos

A noite passou.

Lá em cima, no palácio, o rei Dario nem conseguiu dormir. Ele andava pra lá e pra cá.

De manhã cedinho, o rei correu para a cova.

— Daniel! Daniel! — ele chamou alto. — Você está bem?

Luma, perto da entrada, brilhou mais forte.

De dentro, veio a resposta. Uma voz tranquila:

— Estou bem, ó rei! Meu Deus mandou o seu anjo e fechou a boca dos leões.

O rei ficou com os olhos cheios de água. Mas era água de alegria.

— Graças a Deus! — disse ele.

Abriram a cova. Tiraram Daniel com cuidado.

E sabe o que viram?

Daniel não tinha nenhum machucado. Nenhum. Nem um arranhão.

Luma ficou pertinho, brilhando como quem diz: “Eu vi. Eu vi. Deus cuidou.”

O rei Dario entendeu uma coisa importante. Deus é o Deus vivo. Deus ouve. Deus cuida.

Depois disso, o rei mandou que todos respeitassem o Deus de Daniel.

E aqueles homens invejosos aprenderam que inveja faz o coração ficar torto. Inveja não é coisa boa.

Daniel voltou para seu trabalho. Voltou para ajudar. Voltou para servir.

E Daniel continuou com o seu costume.

De manhã, Daniel orava. De tarde, Daniel orava. De noite, Daniel orava.

E Luma continuou brilhando, feliz.

Ilustração da história Luma, a Lamparina do Palácio, e a Noite dos Leões Quietinhos

E hoje, bem aqui, na sua casa, você também pode fazer um costume bonito.

Você pode falar com Deus com palavras simples.

Quando acordar: “Bom dia, Deus.” Quando estiver com medo: “Deus, fica comigo.” Quando fizer algo bom: “Obrigado, Deus.”

E se alguém pedir para você fazer algo errado, você pode lembrar de Daniel. Você pode dizer “não” com jeitinho. Você pode escolher o que é certo.

Porque Deus cuida. Deus cuida. Deus cuida.

✨ Moral da História

Quando falamos com Deus e escolhemos fazer o que é certo, Deus cuida de nós.

Vamos Conversar?

Perguntas para conversar com a criança após a leitura:

  • 1Qual foi o costume bonito do Daniel que ele fez de manhã, de tarde e de noite?
  • 2Como você acha que Luma se sentiu quando viu os leões grandões chegando?
  • 3O que Deus mandou para cuidar de Daniel na cova dos leões?
  • 4Quando você pode falar com Deus hoje: ao acordar, antes de dormir ou quando estiver com medo?

O que achou desta história?

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